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Polícia

Tráfico de armas e lavagem de dinheiro: 20 são presos em mega operação contra quadrilha na região metropolitana

Uma mega operação foi deflagrada pela Polícia Civil na região metropolitana de Porto Alegre na manhã desta terça-feira (2). Batizada como Penhor, uma organização criminosa ligada à facção “Os Manos” é investigada por tráfico de armas, lavagem de dinheiro e demais crimes. Até o momento, 20 pessoas foram presas. Além disso, R$ 13 milhões em bens também foram bloqueados e houve diversas apreensões.

A ação foi coordenada pelo Denarc e cumpriu 24 mandados de prisão, 22 de busca e apreensão, 36 apreensões de veículos, dois de imóveis e dez bloqueios de contas bancárias. Conforme a investigação, o grupo comprava, armazenava e negociava o fornecimento de armas e munições para a facção “Os Manos”, que tem origem no Vale do Sinos. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha possuía uma estrutura “altamente organizada”.

As apurações, que duraram cerca de um ano e meio, apontaram que eles utilizavam revendas de veículos para lavar o dinheiro do tráfico. Além disso, registravam furtos de armas legalizadas para revendê-las no mercado clandestino. Entre os alvos da operação, conforme apuração do G1, está Juliano Biron, apontado como uma das lideranças dessa quadrilha e ligado aos “Manos”, facção que também é considerada um braço do PCC no Rio Grande do Sul, segundo a Polícia. Ele comandaria parte do esquema mesmo estando preso em Charqueadas, na PASC.

Biron foi capturado em 2025 na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, após fugir do Brasil, condenado pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, crime ocorrido em Canoas, em 2015. Na Bolívia, a Polícia também aponta que Biron utilizava documentos falsos e vivia em um condomínio de luxo.

Os mandados foram cumpridos em Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Canoas e Cidreira. Foram apreendidos cerca de R$ 30 mil em dinheiro, oito veículos, um jetski e três armas de fogo. A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 13 milhões, incluindo imóveis de alto padrão, veículos e contas bancárias.

“As medidas patrimoniais deferidas representam importante instrumento de descapitalização da organização criminosa e de enfraquecimento de sua capacidade operacional”, destacou o delegado Wesley Lopes, responsável pela investigação.

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