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Comunidade

Mutirão realiza mais de 750 cirurgias de catarata e reduz fila do SUS em Canoas

Primeira edição do Programa Nova Visão foi realizado pelo Hospital Universitário e contabilizou mais de 10 mil exames oftalmológicos

O Hospital Universitário de Canoas concluiu nesta quinta-feira (14) a primeira edição do Programa Nova Visão, mutirão oftalmológico que realizou 751 cirurgias de catarata, 1.619 consultas e 10.916 exames em pacientes do SUS de Canoas.

Os atendimentos clínicos ocorreram entre os dias 6 e 9 de maio, enquanto os procedimentos cirúrgicos foram realizados entre os dias 11 e 13. Neste primeiro mutirão, foram priorizados pacientes com mais de 60 anos que aguardavam na fila da regulação do SUS.

No início da ação, Canoas possuía 10.512 pessoas aguardando atendimento oftalmológico. Segundo o hospital, os atendimentos realizados representaram uma redução de 15,4% na fila.

Paciente voltou a enxergar após cinco anos

Entre as histórias marcantes do mutirão está a de uma paciente que estava há cinco anos sem enxergar do olho direito. Em apenas alguns minutos de cirurgia, ela voltou a recuperar a visão.

Segundo a superintendente do hospital, Tatiani Pacheco, os números surpreenderam até mesmo a equipe médica envolvida na ação. “Mais de 90% dos pacientes que aguardavam consulta com oftalmologista tinham encaminhamento para cirurgia nos dois olhos. Isso demonstra o tamanho da demanda reprimida e a importância de iniciativas como essa”, destacou.

Para ampliar o número de beneficiados nesta primeira etapa, o hospital realizou inicialmente a cirurgia em apenas um dos olhos dos pacientes, deixando o segundo procedimento já programado.

A próxima edição do Programa Nova Visão está prevista para a segunda quinzena de agosto. Nesta nova fase, devem ser realizadas as cirurgias do segundo olho dos pacientes já atendidos, além de procedimentos em pessoas que passaram por consulta, mas ainda não operaram.

Faltas preocuparam equipe médica

Apesar do número expressivo de cirurgias, a direção do hospital afirma que o volume poderia ter sido ainda maior. Segundo o diretor técnico do HU, Dr. Fernando Farias, mais de 400 pacientes confirmados não compareceram aos atendimentos.

“Foram chamados mais de dois mil pacientes nos quatro dias de atendimento e, mesmo assim, muitas pessoas não compareceram. Isso acaba tirando a oportunidade de outros pacientes que também aguardam por atendimento”, afirmou.

O hospital reforça a importância de avisar previamente em caso de impossibilidade de comparecimento, permitindo que outros pacientes da fila que necessitam de atendimento possam ser chamados.

Foto da capa: HU-Canoas/Divulgação

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