A Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de São Leopoldo está com a situação estrutural precária. A denúncia vem do sindicato dos policiais civis, a União Gaúcha dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (UGEIRM), que publicou no início de maio fotos e vídeos expondo o lugar nas redes sociais. A principal preocupação da associação é o ambiente de trabalho insalubre para os policiais civis.
De acordo com o vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, a estrutura deteriorada põe a integridade física dos agentes policiais em risco. “A polícia já tem uma sobrecarga e um trabalho muito estressante. O ambiente de trabalho precisa ser seguro e confortável”, afirma Fábio que ainda ressalta que na situação em que está, o local poderia ser fechado e reaberto em outro lugar.

As imagens mostram um dos portões da delegacia que foi danificado durante um temporal e segue sem conserto, facilitando acessos indevidos e aumentando o risco de fugas e resgates de presos. Ainda de acordo com o sindicato, recentemente uma tentativa de fuga foi registrada na unidade e só foi evitada pela rápida ação dos agentes de plantão.

A Secretaria de Obras Públicas do Rio Grande do Sul realizou uma vistoria em julho de 2025 e já havia apontado a precariedade do prédio da DPPA. O relatório técnico indicava infiltrações, deterioração do telhado, problemas de drenagem, umidade nas paredes e risco nas instalações elétricas, com possibilidade de curto-circuito e princípio de incêndio. O documento também alertava para áreas parcialmente interditadas com risco estrutural e recomendava reformas emergenciais para garantir condições mínimas de funcionamento da delegacia.
A crise no sistema prisional também atinge o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), alvo de críticas pela superlotação. O espaço, criado para funcionar como centro de triagem com permanência máxima de 15 dias, possui capacidade para 708 presos, mas enfrenta ocupação acima do limite.

Fotos: Comunicação UGEIRM