O assassinato de Paulo Cesar Ruschel, um dos casos mais emblemáticos da história de Novo Hamburgo, voltou ao Tribunal do Júri na manhã desta terça-feira (05), que iniciou às 9 horas.
O julgamento ocorre quase duas décadas após o crime, registrado em 2006. A nova sessão foi determinada após o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anular, pela segunda vez, o julgamento anterior, apontando falhas que podem ter comprometido a decisão dos jurados.
A ré, Adriana Guinthner, é acusada de envolvimento na morte do próprio marido. À época, Ruschel atuava como escrivão judicial no foro local. O Ministério Público sustenta a tese de homicídio duplamente qualificado, o que pode resultar em pena mais severa em caso de condenação.
A anulação foi decidida pela 2ª Câmara Criminal do TJRS, após análise de recursos apresentados pela defesa e pela acusação. Entre os pontos levantados pelos desembargadores está a falta de acesso da defesa a documentos considerados relevantes, como o inventário da vítima, que poderia contribuir para o esclarecimento da motivação do crime.
Outro fator determinante foi o uso, durante o julgamento anterior, de fotos pessoais da ré em momentos de lazer meses após o crime. Para a maioria dos magistrados, o material não possui relação direta com o caso e pode ter influenciado os jurados de forma indevida.
Diante dessas inconsistências, a Justiça entendeu que não houve garantia plena de um julgamento justo, o que motivou a anulação da decisão anterior. Após essa decisão, a acusada chegou a ser colocada em liberdade.Com isso, o processo retorna ao Tribunal do Júri, onde será reavaliado pelos jurados.
O DuduNews conversou com o advogado de defesa de Adriana, Jader Marques, que destacou a importância da decisão do TJRS e demonstrou confiança no desfecho do novo julgamento. “Hoje começa o julgamento e amanhã termina com a absolvição de Adriana com toda certeza. A verdade vos libertará e ela aparece hoje e amanhã na instrução e plenário depois que a defesa fará da inocência de Adriana. O fim desse processo não é um fim injusto, a não ser por esses vinte anos que retiraram da vida de Adriana”, afirmou o advogado. Veja:
Foto: Willian Cardoso / DN