Uma postagem feita pela mãe de uma criança de 4 anos nas redes sociais virou caso de polícia em Porto Alegre, depois que ela denunciou que a filha teria ouvido a voz de um homem desconhecido por meio de um “walkie-talkie”, rádio brinquedo. O caso gerou preocupação depois do indivíduo se identificar no aparelho como “Lobo Cinzento”.
A mãe, moradora de Porto Alegre, publicou o vídeo em que a voz do homem sai do rádio. “Você sabe com quem você tá falando?”, pergunta a voz. Em seguida, uma voz de criança responde: “Pai”. “Não, você está falando com o Lobo Cinzento”, diz o homem.
De acordo com reportagem do g1, o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) avalia que o nome utilizado pelo desconhecido pode ser uma referência a um abusador.
Em suas redes sociais, a mulher contou, nesta quinta-feira (22), que já prestou depoimento e entregou os aparelhos à Polícia Civil, que investiga o caso.
A mãe também relatou que recebeu dos agentes policiais a informação de que aquela seria a primeira ocorrência do tipo registrada. No entanto, segundo ela, a publicação nas redes sociais recebeu diversos comentários de pessoas relatando situações parecidas.
A mulher também entrou em contato com a empresa responsável pelo brinquedo para registrar uma reclamação e compartilhou a resposta recebida nas redes sociais. Em nota, a companhia lamentou o “susto” vivido pela mãe e pela filha.
“O Rádio Comunicador Guerreiras do K-Pop é certificado pelo INMETRO e homologado pela Anatel. Como todo rádio comunicador de uso livre, incluindo babás eletrônicas e outros aparelhos de rádio, ele opera em uma faixa de frequência compartilhada. Por isso, em situações eventuais, pode captar sinais de outros equipamentos que estejam próximos e operando na mesma faixa.”
A empresa afirmou ainda que essa característica está prevista na regulamentação da Anatel e é informada no manual do produto.
“Trabalhamos com rádio comunicadores há décadas e esta é a primeira vez que recebemos um relato dessa natureza”, informou a empresa, acrescentando que leva o caso a sério e estuda novas tecnologias para minimizar o risco de situações semelhantes.
Ao compartilhar o episódio, a mãe deixou um alerta a outros responsáveis: “Nunca imaginei que esses rádios pegavam frequências de fora”. Ela ainda escreveu: “Cuidem das crianças! A maldade às vezes está muito mais perto do que a gente imagina”.




