Uma Paróquia do município de Boqueirão do Leão, no Vale do Rio Pardo, está sendo vítima do uso indevido de seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) em tentativas de golpe contra empresas do Vale do Sinos e de outras regiões do Rio Grande do Sul. Golpistas estariam utilizando o nome da instituição religiosa para realizar falsas negociações comerciais e solicitar mercadorias sem autorização.
O caso veio à tona no início de outubro, quando uma empresa entrou em contato com a paróquia para verificar uma suposta compra realizada em nome da entidade. Na negociação fraudulenta, os envolvidos teriam apresentado um comprovante de pagamento de aproximadamente R$ 9 mil e providenciado o envio de um caminhão para retirar os produtos.
Desconfiada da transação, a empresa vendedora procurou a agência local de uma cooperativa para confirmar a legitimidade da operação antes de liberar a mercadoria. Após a verificação, foi constatado que a paróquia não havia realizado qualquer negociação com a empresa. A entrega foi cancelada, evitando o prejuízo.
Ainda no mesmo dia, outras empresas entraram em contato com a instituição religiosa para relatar situações semelhantes. Conforme o comunicado, os estabelecimentos receberam pedidos de compra supostamente feitos em nome da paróquia. A entidade esclarece que não anunciou produtos à venda, não realizou os pedidos mencionados e não autorizou terceiros a negociar em seu nome. A Polícia Civil investiga o caso, mas até o momento não foram informados quais seriam as mercadorias, quantas empresas foram procuradas e ninguém foi preso.

Fotos: Vinícius Rodriguez / DN




