Um homem foi preso suspeito de praticar estelionatos à moradores de Canoas e demais cidades da região metropolitana. As investigações apontam que os golpes causaram um prejuízo estimado em R$ 1,3 milhão a 34 vítimas. A operação, denominada Projeto Frustrado, foi realizada entre terça-feira (13) e quinta-feira (15), com o cumprimento de mandados em Canoas, Porto Alegre e Gravataí.
A ação foi conduzida por agentes da 2ª Delegacia de Polícia de Canoas, sob coordenação do delegado Rodrigo Caldas. Ao todo, além do suspeito preso preventivamente, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. A prisão ainda foi efetivada depois de três dias tentando localizar o investigado.
A Polícia informa que as apurações duraram cerca de três meses e identificaram ocorrências registradas entre junho de 2024 e março de 2025. Conforme a Polícia Civil, os golpes ocorreram em oito municípios da Região Metropolitana. A reportagem não teve acesso a relação de quais.
De acordo com a investigação, o suspeito atuava no ramo de móveis planejados e obras. Ele exigia que os clientes realizassem pagamentos antecipados pelos projetos e produtos, mas não entregava os serviços contratados. Em alguns casos, o trabalho era realizado apenas de forma inicial, sem ser concluído.
Inicialmente, os casos aparentavam ser descumprimentos de contratos. No entanto, a repetição de relatos semelhantes, com diversas vítimas descrevendo a mesma forma de agir, levou a Polícia Civil a aprofundar as investigações. Segundo os policiais, quando os clientes cobravam a conclusão dos serviços, o investigado bloqueava os contatos, dificultando a comunicação e a resolução dos problemas.
Outro ponto identificado durante as apurações foi a mudança frequente das empresas utilizadas pelo suspeito. Conforme a Polícia Civil, ele encerrava as atividades de uma empresa e abria outra com nome, identificação e endereço diferentes, à medida que aumentava o número de vítimas.
Ao menos quatro empresas teriam sido abertas e fechadas pelo investigado. No momento da prisão, ele estaria atuando por meio de outra empresa, em Porto Alegre. Os policiais também identificaram indícios de que uma nova empresa estava sendo aberta no interior do Estado.
Ainda segundo a investigação, o suspeito não possuía residência fixa nem bens ou cadastros em seu nome, o que dificultava sua localização. A Polícia Civil também apurou que, durante o período em que recebia valores por contratos que não eram cumpridos, o investigado alegava dificuldades financeiras da empresa. Apesar disso, conforme os levantamentos policiais, ele realizava viagens internacionais e mantinha um padrão de vida considerado luxuoso. O homem é investigado por estelionato qualificado, cuja pena prevista é de quatro a oito anos de reclusão, além de multa, conforme o enquadramento indicado pela Polícia Civil.
Foto: Divulgação Polícia Civil.




