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Política

Quem é Ubiratan Sanderson, o senador mais votado do Rio Grande do Sul

Ubiratan Antunes Sanderson, 56 anos, acaba de conquistar uma das duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado Federal. Candidato pelo Partido Liberal (PL), ele recebeu pouco mais de 3 milhões 400 mil votos, o equivalente a 30,11% dos votos válidos, e terminou a disputa à frente de Marcel van Hattem (Novo), que também foi eleito. A diferença entre os dois foi de apenas 4.263 votos..

A eleição de 2026 representa o terceiro pleito disputado por Sanderson. Antes de chegar ao Senado, ele construiu uma trajetória de duas eleições consecutivas para a Câmara dos Deputados e mais de duas décadas de carreira na Polícia Federal.

Sanderson nasceu em Erechim, no norte do Rio Grande do Sul, em 1º de dezembro de 1969. Ainda na infância, porém, mudou-se com a família para Santo Ângelo, na região das Missões, cidade onde cresceu. É filho de um delegado da Polícia Civil e de uma dona de casa. Cresceu ao lado de três irmãs.

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Aos 19 anos, em 1989, deixou Santo Ângelo para servir ao Exército, em Santa Maria. Frequentou o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva, na Infantaria. Depois, cursou Direito na Faculdade de Direito de Santo Ângelo, entre 1989 e 1993. Foi na segurança pública que Sanderson construiu a maior parte da carreira antes da política.

Em 1996, ingressou na Polícia Federal como escrivão. Permaneceu na instituição por aproximadamente 23 anos, período no qual também realizou cursos e especializações relacionados à atividade policial e à gestão da segurança pública.

Entre 2014 e 2017, presidiu o Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef-RS). A atuação sindical ajudou a ampliar sua exposição dentro da categoria e acabou servindo de ponte para a entrada na política partidária. Antes de deixar a carreira policial, Sanderson também publicou artigos sobre segurança pública, fronteiras e modelos policiais em outros países.

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A primeira eleição de Sanderson ocorreu em 2018, quando decidiu concorrer a deputado federal pelo então Partido Social Liberal (PSL). Era uma candidatura de estreia, mas o cenário daquele ano favoreceu a entrada de novos nomes associados à pauta de segurança pública e ao então crescente movimento político liderado por Jair Bolsonaro.

Sanderson foi eleito com 88.559 votos, ficando entre os 31 deputados federais escolhidos pelo Rio Grande do Sul. Naquele momento, sua principal credencial política era justamente a experiência como policial federal e representante sindical da categoria. A votação o colocou em 23º lugar entre 422 candidatos à Câmara no Estado.

Em fevereiro de 2019, Sanderson tomou posse como deputado federal. Na Câmara, a segurança pública tornou-se uma de suas principais áreas de atuação. Ele passou a integrar com frequência comissões relacionadas ao tema e ocupou posições de liderança partidária e governista durante o primeiro mandato.

Quatro anos depois de chegar à Câmara, Sanderson disputou novamente uma vaga de deputado federal. Dessa vez, já pelo PL, partido ao qual se filiou em 2022, recebeu 86.690 votos e foi novamente eleito.

No segundo mandato, Sanderson ampliou sua presença em comissões da Câmara. Entre março de 2023 e março de 2024, presidiu a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, uma das principais comissões temáticas da Casa. Também integrou comissões de Finanças e Tributação e participou de discussões relacionadas à segurança pública, defesa nacional e às consequências das enchentes no Rio Grande do Sul.

A candidatura ao Senado representou um salto em relação às duas eleições anteriores. Em 2026, o número saltou para 3,45 milhões de votos, suficientes para colocá-lo como o candidato mais votado entre os concorrentes às duas vagas do Senado no Rio Grande do Sul. A posse está prevista para 6 de janeiro de 2027. A partir daí, Sanderson deixa a Câmara dos Deputados, onde esteve por oito anos, e passa a representar o Rio Grande do Sul no Senado.

Fotos: Câmara dos Deputados (Comissões e Plenário) e Congresso Nacional

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