Uma paciente que afirma ter enfrentado dificuldades em atendimento durante a madrugada em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Suelen Silva, de 26 anos, que relata ter diagnóstico de pedras na vesícula e crises recorrentes de dores, diz que chegou à unidade na madrugada de sexta-feira (02) acompanhada do marido e diz ter precisado aguardar por atendimento enquanto chorava e tremia de dor.
Segundo ela, esta é a terceira vez que procura atendimento na unidade apenas nesta semana.
Conforme o relato da paciente, quando chegou ao local não havia enfermeiros na triagem nem médicos disponíveis. Suelen conta que uma funcionária que estava na porta teria orientado que ela aguardasse do lado de fora até ser chamada. A paciente só teria sido encaminhada à triagem após começar a gravar a situação.


Suelen diz que profissionais teriam insinuado que ela estaria interessada apenas em conseguir um atestado.
“Eu estava com tanta dor que só chorava e tremia. Não aparecia nenhum médico, ninguém”, afirmou. Posteriormente, Suelen recebeu medicação para controlar a dor.
Outro ponto questionado pela paciente é uma suposta referência ao seu histórico médico. Ela teria ouvido de funcionárias que ela seria “viciada” em um determinado medicamento e que essa informação constaria em seu prontuário. A paciente contesta a divulgação da informação e questiona como dados de seu histórico médico poderiam ter sido comentados por funcionários.
Após a sequência de fatos ocorridos, ela registrou um boletim de ocorrência sobre o episódio.
Em nota, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo informou que o atendimento prestado para paciente registrou abertura de ficha no sábado (03) às 04h55, triagem de risco com classificação amarela às 04h59 e atendimento médico às 05h25. A Fundação garantiu ainda que mantém o compromisso com a transparência e com a constante melhoria da assistência à saúde. Sobre as demais queixas, a instituição disse que coloca a sua Ouvidoria à disposição da paciente e de seus familiares para que possam relatar o ocorrido com mais detalhes, fornecendo os subsídios necessários para a devida averiguação do caso.
Fotos: Arquivo pessoal / Divulgação




