Um gatinho com suspeita de esporotricose chama a atenção de moradores da Rua Presidente João Goulart, no Bairro Canudos, em Novo Hamburgo. Sua referência é a casa da Dona Maria Silma, onde recebe água e comida há cerca de um ano. O animal aparenta estar cada vez mais machucado com o passar das semanas. Ela suspeita de esporotricose e tem medo de que a possível infecção contamine seus animais. A Prefeitura alega que fornece gratuitamente o medicamento para a doença, mas que só pode recolher o animal quando há necessidade de eutanásia.
“Tenho meu gato e a cachorrinha da minha neta, de quem cuido. Tenho que sempre deixar a porta fechada”, explica Maria. Ela conta que o animal frequenta seu pátio há um ano, onde ela sempre se dispôs a dar comida e água para ele. “Ele era saudável. Faz uns dois meses que ele começou a ficar assim”, diz. Mesmo com as lesões aparentes, ainda não há um diagnóstico oficial, bem como exames que comprovem a infecção por esporotricose.

A senhora pede ajuda a veterinários e demais ONGs que possam auxiliar na causa. “Ele não é meu. Ele quer carinho, mas como vou dar carinho para um gato doente assim?”, diz Maria, alegando que o animal anda “de vizinho em vizinho” e ainda suja a casa dos demais moradores.
Procurada, a Diretoria de Bem-Estar Animal informa que são oferecidos medicamentos ao solicitante, além de instruções, por meio do Programa Municipal de Combate à Esporotricose. Dessa forma, o medicamento é ministrado na própria residência, mediante protocolo. A Prefeitura só poderia recolher o animal para a aplicação da eutanásia, quando necessária, bem como para remover o cadáver quando houver óbito em decorrência da doença.
Fotos: Betina Zarpellon | DN




