Três bailarinos de Novo Hamburgo estão na final do YGP Brasil, uma das principais competições de ballet do país. Os menores têm 8, 9 e 10 anos de idade, e irão representar o Rio Grande do Sul na etapa nacional que será realizada em Barueri, São Paulo, entre os dias 20 e 24 de outubro. A competição reúne jovens bailarinos e pode abrir portas para oportunidades internacionais.
Os classificados são Enzzo Fleck, de 9 anos, Lívia Scheffel, de 10, e Melissa Stoffel, de 8. Os três são alunos da escola Deisi Fleck Ballet, no bairro Roselândia, em Novo Hamburgo. A escola inscreveu três bailarinos na seletiva e os três foram aprovados para a final nacional.

“Eu danço ballet porque eu acho muito legal! Eu to bem nervoso para ir para São Paulo”, conta o pequeno Enzzo, filho da professora e proprietário da escola de ballet Deisi Fleck.
“A gente está se preparando, chegamos às 13h30 e ficamos até 17h30, todos os dias. Dependendo do dia é cansativo, mas vale a pena”, conta Lívia, que já foi aprovada para fazer aulas no “Bolshoi”, uma das mais renomadas escolas de ballet do mundo. A família ainda não conseguiu ir em 2025, pois a filial da escola rússa fica em Santa Catarina. Porém, neste ano, ela passa pelas provas novamente para ter uma nova oportunidade.

A classificação para YGP ocorreu após uma seletiva online. Os participantes precisaram enviar informações como altura e peso, fotos e registros de movimentos técnicos. Eles também apresentaram vídeos de uma variação de repertório de ballet clássico e de uma coreografia contemporânea.
“O foco principal do YGP é colocar os bailarinos em um ambiente de qualidade técnica altíssima, no qual, eles estarão sendo observados e avaliados por coreógrafos de companhias maiores, principalmente, do exterior”, explica a professora Deisi Fleck.
Na final, os bailarinos terão aulas de master class todos os dias e serão avaliados no palco. Os participantes serão avaliados em aspectos como força, técnica e concentração.
Além da disputa, o YGP Brasil pode ajudar os bailarinos a serem vistos por representantes de companhias e avançarem para etapas internacionais da competição. Uma delas ocorre nos Estados Unidos, onde os jovens podem buscar novas oportunidades na carreira.
Os três bailarinos são alunos de Silvio Falkembach. O professor foi bailarino de companhias na Europa por mais de dez anos e trabalhou em diferentes países. Ele utiliza a metodologia russa no ensino do ballet clássico e atua como maître de ballet no Rio Grande do Sul.
“Pela filosofia da escola de trazer técnica desde os pequenos até o grandes fez ficar muito mais fácil do que eu poderia imaginar”, conta Silvio, que ainda completa: “Não tem nada que eles não façam. Os exercícios são menos elaborados, mas o exercício é o mesmo”.
FOTOS: Gabriel Muniz / DN




