Foi no Bairro Roselândia que, no final do mês de julho, um gato de rua apareceu com sintomas de esporotricose na casa de uma moradora. A doença é considerada altamente contagiosa. A hamburguense, que preferiu não se identificar, afirma ter entrado em contato com o Bem-Estar Animal do município para alertar sobre a situação, mas decidiu tratar o bichinho pelo fato de a Prefeitura não recolher o gato. Ela acabou contaminada.
“Eu abri protocolo para recolhimento dele ainda em julho. O gato está morrendo. Falaram para eu dar remédio para ele, mesmo sendo de rua”, desabafa a moradora.

Ela detalha que o gato apareceu por cerca de quatro dias seguidos, sumiu e voltou a aparecer em sua casa nesta terça-feira (25), já cada vez mais machucado. Durante os dias em que tentou tratá-lo, a moradora conta que foi administrar a medicação usando luvas, mas o gato teria se assustado e a arranhado, fazendo com que a doença fosse transmitida.
“A gente não tem expertise, muito menos EPIs corretos para isso. Nem tem como fazer o tratamento correto, pois gato de rua não tem paradeiro fixo”, destaca.
Os sintomas nela teriam começado há cerca de três semanas, conforme seu relato, e o diagnóstico por meio de exame físico foi feito na última segunda-feira (25).
“Os sintomas começaram muito fracos, foi tratado como uma possível infecção qualquer”, conta.
No momento, ela luta para ficar bem e proteger seus gatos de casa, mas ainda lamenta muito a situação do bichinho de rua.
“Estou aguardando exame de cultura de fungos, que demora em torno de 30 dias para ficar pronto. Estou gastando um monte com médico e exames para mim agora, e o bicho está lá, apodrecendo em vida”, conclui o desabafo.
Procurada, a Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Diretoria de Bem-Estar Animal, destaca que não recolhe animais com sintomas de esporotricose, “salvo casos em que não há mais possibilidade de tratamento da doença, em função da gravidade dos sintomas, conforme determinações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)”, afirma o poder público.
Em nota, o Bem-Estar Animal ainda afirma:
“São oferecidos os medicamentos para o solicitante, além de instrução, por meio do Programa Municipal de Combate à Esporotricose. Dessa forma, o medicamento é ministrado em sua própria residência. Conforme os registros do protocolo 119729/2026, a cidadã buscou os medicamentos no dia 31 de julho, mas não encaminhou atualizações sobre o andamento do tratamento, com fotos do respectivo gato, o que deveria ter ocorrido até o dia 15 de agosto.
Somente assim ela poderia retirar novas doses dos medicamentos para dar andamento aos cuidados do felino. Quanto à suspeita de contaminação humana por esporotricose, a recomendação é buscar a unidade de saúde de referência do bairro para buscar tratamento. Confirmada a contaminação, o Município ofertará o tratamento de forma gratuita, via Sistema Único de Saúde (SUS)”, conclui a Prefeitura.





