O Nepal enfrenta nesta quarta-feira (26) uma situação de emergência após uma inundação repentina atingir comunidades do Himalaia, principalmente no distrito de Rasuwa, no norte do país, junto à fronteira com o Tibete. A força da água destruiu casas, estradas, pontes e estruturas de geração de energia, deixando centenas de pessoas mortas e desaparecidas, além de dificultar as operações de resgate.
O desastre ocorreu no corredor dos rios Bhote Koshi e Trishuli. As primeiras informações indicam que uma avalanche, deslizamento ou colapso de gelo teria lançado uma enorme quantidade de rochas, lama e água sobre o sistema fluvial. Um terremoto de magnitude 4,4 também é investigado como possível fator do desastre. A causa exata ainda está sendo analisada pelas autoridades e especialistas.
Os dados mais recentes da Associated Press, apontam 157 mortos no Nepal e 403 pessoas desaparecidas, sendo 341 estrangeiros.
A dimensão da tragédia, porém, ainda não pode ser medida completamente. Estradas foram levadas pela água, pontes desapareceram e algumas comunidades ficaram sem comunicação. Helicópteros e equipes de emergência foram mobilizados, mas as condições do terreno dificultam o acesso aos locais atingidos.
Rasuwa fica no centro-norte do Nepal, em uma área montanhosa do Himalaia, próxima da fronteira com o Tibete, administrado pela China. O distrito tinha pouco mais de 46 mil e 600 habitantes no censo de 2021, segundo os dados oficiais nepaleses.
O impacto, entretanto, ultrapassa Rasuwa. O avanço das águas pelo Bhote Koshi e pelo Trishuli atingiu também áreas dos distritos de Nuwakot e Dhading, com danos registrados em comunidades situadas ao longo dos rios.
A tragédia ocorre em um país de aproximadamente 29,6 milhões de habitantes. O Nepal é um país sem saída para o mar, espremido entre Índia e China, com grande parte do território formada por montanhas. É justamente essa geografia que torna muitas comunidades remotas e vulneráveis a deslizamentos, enchentes e avalanches.
Foto: Enchente na região de Rasuwa Mailung, Nepal / reprodução redes sociais / Vivek Shrestha




