Maria Luiza Ferrari, de 17 anos, é natural de Novo Hamburgo e sonha em ser uma atleta profissional de Snowboard. Em dezembro deste ano, ela viaja para o Canadá onde deve passar pelo menos seis meses na casa do atleta olímpico Augustinho Teixeira, esportista que representou o Brasil nas Olimpíadas de Inverno de 2026, na modalidade halfpipe de snowboard, em Livigno, na Itália.
Malu Ferrari, como é chamada pela família, está no 3° ano do ensino médio no Instituto Evangélico de Novo Hamburgo (IENH). Ela conta que começou a andar há dois anos, em 2024, em um parque temático de neve, localizado em Gramado. Foi lá que os amigos se conheceram e conectaram as famílias.
“Tem uma trajetória toda por trás desse sonho. Eu sei que com o tempo eu vou chegar longe”, afirma a jovem que ainda ressalta que pretende usar o amigo Augustinho como exemplo e inspiração. “A gente tenta ficar o máximo de tempo possível perto da neve e as preparações vão desde a parte física até esse tempo próxima do esporte”, completa Malu, que no início de 2026, ficou três meses no Canadá, na casa da família do atleta.


Agora, a jovem já realiza cursos, participa de competições e intensifica os treinos na modalidade “halfpipe” de snowboard.
“Eu e o pai dela vamos nos desdobrando para atender esse sonho em todos os aspectos possíveis. Mas o principal foi conhecer a família e a trajetória que ele, a mãe e o irmão construíram”, conta a mãe da Malu, Raquel Fonseca, que elogia a família de Augustinho a ponto de confiar a proteção da filha em outro país: “São seres humanos de um coração imenso. É por isso que o Augustinho está lá, porque tem esta base forte, princípios e valores que eu tento passar para os meus filhos também”.
A jovem segue os passos da sua inspiração: Augustinho Teixeira. O snowboarder, de 21 anos, nasceu em Ushuaia na Argentina e é filho de mãe brasileira e pai argentino. Ele vive em Calgary, no Canadá, para onde se mudou quando era mais jovem com o sonho de representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno. Desejo este, realizado em fevereiro deste ano.
“Acho que a coisa mais importante que eu nunca tive é o espelho. A incerteza de não saber se o que tu está fazendo está certo”, explica Augustinho sobre a importância de atletas mais experientes receberem e incentivarem novas atletas.
“Planejamento e quantidades de treinos são coisas que você só pensa vivendo o esporte. Quanto tempo tem que treinar, onde tem que treinar, quais os focos de cada treino, são coisas que eu não tinha”, completa o atleta olímpico que diz que aprendeu com a mãe estas disciplinas.
Ele disputou com seu colega Patrick Burgener a classificatória do halfpipe masculino dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Ambos não se classificaram para a final, mas trouxeram na bagagem a experiência e os aprendizados de um dos maiores eventos de esportes do mundo. Agora, passa a experiência a diante e abre as portas de sua casa para quem sonha em viver do esporte.
FOTOS: Gabriel Muniz / DN e Augustinho Teixeira / Arquivo pessoal




