O Procon Canoas realizou, nesta semana, uma fiscalização na unidade de atendimento da CPFL RGE no município após um aumento expressivo no número de reclamações registradas contra a concessionária. Segundo o órgão, as reclamações contra a empresa cresceram mais de 150% nas últimas duas semanas.
Por volta das 11h30 de terça-feira (11), a equipe de fiscalização chegou à unidade e encontrou cerca de 40 consumidores aguardando atendimento.
Entre as situações verificadas estavam casos de pessoas idosas que esperavam mais de duas horas para serem atendidas.
Diante da situação encontrada, o Procon Canoas lavrou Auto de Infração contra a empresa, e a RGE deverá responder administrativamente pelos fatos verificados durante a fiscalização.
Aumento nas reclamações também em Novo Hamburgo
Em Novo Hamburgo, outro problema envolvendo a concessionária tem preocupado consumidores. O Procon do município registrou um aumento expressivo nas reclamações relacionadas a cobranças elevadas nas contas de energia elétrica.
Diante das queixas, o órgão está notificando a RGE para solicitar esclarecimentos e justificativas sobre os valores cobrados.
“Em caso de negativa por parte da concessionária, as reclamações serão reunidas para a abertura de processo administrativo, com o devido encaminhamento dos consumidores ao Poder Judiciário”, destaca o órgão de Novo Hamburgo.
O que diz a CPFL RGE
Em contato com a concessionária, a CPFL RGE informou que está à disposição para colaborar com os órgãos competentes, e reforçou que, em caso de dúvidas sobre atendimento e cobranças, os clientes podem entrar em contato por meio dos canais de atendimento.
Ainda sobre o aumento no valor da conta, a concessionária esclarece que esse cenário pode ser resultado de uma combinação de fatores típicos da estação.
“Além do aumento natural no consumo, o reajuste anual, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em junho, também impacta o valor da fatura”, informa.
Em 19 de junho, entrou em vigor o reajuste tarifário da CPFL RGE, aprovado pela Aneel. O índice médio aplicado para consumidores residenciais foi de 14,98%.
Foto da capa: Reprodução/CPFL-RGE




