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Comunidade

Família de Novo Hamburgo luta diariamente pela vida do filho de 14 anos diagnosticado com câncer raro

Nicolas Gabriel Dornelles Lopes, de 14 anos, é um jovem hamburguense morador do bairro São Jorge. Há mais de três meses, o menino está internado no Hospital Santo Antônio (Hospital da Criança) em Porto Alegre, devido a uma Leucemia Linfoblástica Aguda. A doença é um câncer raro e agressivo que ataca a medula óssea, o sangue e os órgãos.

O pai de Nicolas, Éder Lopes, de 47 anos, trabalha como entregador e garçom. A mãe, Cleusa Dornelles, de 38 anos, é secretária e doméstica. Ambos descobriram o problema do filho no dia 16 de abril deste ano, após queixas do garoto de cansaço e dores nas articulações. No mesmo dia, souberam que não se tratava de dengue, a primeira suspeita, mas sim algo pior.

Os pais se revezam nos cuidados do filho. Éder vai ao hospital todos os dias, mas é nas segundas e na sextas que ele fica com Nicolas para a mãe ir trabalhar. Cleusa fica no hospital nas terças, quartas e quintas, enquanto Éder trabalha. No fim de semana os pais mantêm as trocas.

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“Meu maior desejo é levar ele pra casa bem”, afirma Éder.

Nicolas já esteve duas vezes na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e foi mais forte. Atualmente, além do câncer, o menino luta contra três bactérias já identificadas e possui uma alergia chamada “angioedema”. A alergia pode atacar durante o tratamento de quimioterapia, que deve ser realizado após Nicolas receber alta do hospital. Para uma resposta rápida contra a alergia, é necessário dar três doses por mês de um remédio chamado “Firazyr”, que custa R$12 mil cada dose.

O câncer raro exigiu da família já nos primeiros dias exames acima de R$6 mil. O pai afirma que o convênio médico da esposa não cobre todos os custos e os valores são exorbitantes. O dinheiro gasto em consultas, exames e remédios tem pesado o orçamento da família.

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A amiga e comadre Deisi já fez cachorro quente e galeto beneficente para ajudar a família. Além dela, o amigo da família Guilherme organiza rifas e “vakinhas” para ajudar nos gastos.

Guilherme tem uma casa de festas em Novo Hamburgo, na qual os pais trabalham. Ele já fez três rifas sorteando festas, doces, salgados e doações recebidas com fins de ajudar a família. Atualmente, há uma “vakinha” e uma rifa ativas, com premiações de kits festas, bicicletas e uma festa completa.

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