A massa falida do Curtume Kern Mattes S/A e dois ex-diretores foram condenados pela Justiça a pagar mais de R$ 8,3 milhões pelos danos ambientais causados pela mortandade de peixes no Rio dos Sinos, em outubro de 2006. A decisão foi proferida em 25 de agosto de 2026, a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), e reconheceu a responsabilidade dos condenados pela tragédia.
A Justiça fixou R$ 7,87 milhões por danos materiais ambientais e outros R$ 500 mil por danos morais coletivos. Os valores serão cobrados de forma solidária, o que permite exigir a totalidade da indenização de qualquer um dos condenados.


Relembre o caso:
Entre os dias 7 e 9 de outubro de 2006, cerca de 86 toneladas de peixes de pelo menos 16 espécies foram encontradas mortas na região da foz do Arroio Portão. Investigações apontaram que o lançamento de efluentes contaminados de três empresas da região contribuiu para a poluição que provocou o desastre ambiental.
Embora faça 20 anos do caso, o MPRS explica que o dever de reparar danos ambientais coletivos não prescreve, porque o meio ambiente é um bem de interesse de toda a sociedade.
CAPA: Alceu Feijó – Acervo pessoal Marina Mentz / Reprodução
FOTOS: Reprodução/MPRS




